quinta-feira, 5 de abril de 2012

Regressa o debate sobre a energia nuclear no Japão


Após o sismo (e o maremoto que se lhe seguiu) do dia 11 de Março de 2011 foram iniciadas medidas de protecção das centrais nucleares no Japão. Contudo, uma explosão num dos reactores da Central Nuclear Fukushima I, consequência de uma falha no sistema de arrefecimento da Central, no dia 12 de Março, levou à desactivação de diversas outras centrais. O acidente nuclear foi classificado com um 6 (numa escala de 7 níveis, em que 1 é o menos grave e 7 o mais grave).

Discute-se agora no Japão, com a aproximação do Verão, a reactivação de dois reactores nucleares (da chamada "Arcada Nuclear") que se encontram parados desde Março de 2011.

Enquanto alguns referem a impossibilidade de as outras fontes de energia garantirem o fornecimento de energia, há quem diga que apenas se procura evitar a demonstração de que o Japão não precisa de energia nuclear para manter a sua independência energética e a economia forte, retirando benefícios a diversos níveis (económicos, de segurança, e principalmente ambientais).

O dilema está à vista de todos: reiniciar os reactores e correr o risco de novos desastres nucleares, evitando no entanto um possível "apagão" por falta de energia suficiente na rede, ou manter os reactores parados e possivelmente demonstrando que a energia nuclear não é realmente necessária no país, apostando que no pico de consumo haverá energia para todos?

Mais informações aqui.

Actualização: O jornal Público anuncia hoje que se verificou mais uma fuga de água radioactiva para o Oceano Pacífico, obrigando à evacuação das populações em redor da Central Nuclear de Fukushima I num raio de 20 quilómetros.

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